Design Sacro e Tecnologia

Que a tecnologia é parceira do design desde sempre isso não é novidade. Ainda assim, essa semana me surpreendeu o anuncio de um Turíbulo Eletrônico...

Hããã????

Isso mesmo, um turíbulo eletrônico, que não precisa de carvão para queimar o ince
nso e, tudo isso, com o alcance de apenas um botão!
O fabricante BELLTRON lista as vantagens do produto:

1 - Bateria recarregável;
2 - Desligamento automático;
3 - Ecológico com economia de incenso;
4 - Disponível na cor prata.

Sinceramente não sei se há alguma regra canônica em qualquer um do
s ritos que obrigue o uso do carvão para queimar o incenso, porém, se não houver, o Turíbulo Eletrônico é sensacional!!!

Detalhe da queima do incenso

Gente, na boa, fui acólito por muito tempo e sei melhor do que ninguém o trabalho e a correria que é ir e voltar com um turíbulo para colocar mais carvão, fora o trabalho em si de preparar e acender a brasa.

Legal né?

Pax!

4 comentários:

Danilo Augusto disse...

Pablo

Nas duas formas do rito romano (e nas liturgias orientais) a queima do incenso é parte da liturgia, incluindo uma bênção própria em alguns momentos, antes de deitar o incenso no turíbulo.

Algumas novidades tecnológicas começam a marcar a liturgia. Uma delas, que podemos comparar com esse turíbulo, é aquele móvel com velas elétricas [que não é tão novo assim...]. Qual o sentido daquilo, se considerarmos o que as velas significam de verdade? Nenhum.

No caso específico das velas elétricas (sic!), elas perdem a razão de ser, já que as velas (de cera) acesas significam uma prece, um pedido ou agradecimento a Deus.

Outra coisa que estão começando a inventar é o missal (de altar) no Ipad. Ecológico? Sim! Católico? Não.

No caso do turíbulo eletrônico, acabariamos perdendo a belíssima conexão teológica com o antigo testamento e o Apocalipse, onde a figura do incenso fumegante é tão presente!

Eu acredito que a tecnologia pode ajudar, mas há casos e casos.

Forte abraço.

Pablo Neves disse...

Caro Danilo,

Obrigado por seus esclarecimentos!

De fato, a tecnologia não pode de forma alguma superar o sentido litúrgico dos objetos sacros e, nesse caso, como você bem explicou, a substituição do carvão não faz sentido.

Pax!

Padre Natale disse...

Danilo,
perdoe, mas sua observação a respeito do turíbulo eletrônico não procede.

A conexão com o AT é dada - como você mesmo observa - pelo incenso, e não pelo carvão...

Ergo, não importa quel seja a fonte do calor que derrete o incenso. O que vale é que o incenso seja queimado, cujo simbolismo dado pela fumaça, permanence.

Abraço!

Natal.

Pablo Neves disse...

Padre Natale, sua benção!

Agora eu fiquei na dúvida. O fato é que não encontrei referência alguma sobre a obrigatoriedade do carvão. Se alguém achar, por favor, comente aqui!
Pax!